sábado, 2 de julho de 2011

Viagens Ocultas

Fechando os olhos, esquecendo-se do coração, deixando voar os sentimentos aos mais altos vales onde a sonoridade ecoa e se desfaz ao fundo como uma pequena película de neve que cai no inverno...
Ouço palavras aos pés dos ouvidos, como aquele vento que bate às janelas e improvisam sons momentâneos. Ao fechar os olhos revivi momentos que jamais estarão presentes na vida; revivi os dias,  meses, anos, em um só tempo, em um só segundo... Não posso mais relembrar dos toques de seus lábios, dos seus abraços que aqueceram o fim de noite, das sensações mais instigantes pôde cometer.
Sentado a beira mar, vendo águas no seu ligeiro
vai e vem
levando consigo: amor, angústia, injúrias
desejos, carícias... Água que lava,
água que purifica, água
que limpa e renova. Um
pouco mais de revolucionismo....
Queria separar os beijos da paixão, a carne da alma, seu corpo do meu... Separações compreensíveis que simples configurações, podem sintetizar tudo que sempre quis dizer.
Enfim, as dificuldades quando o assunto é o amor, àquele amor que muitos sentem e sofrem por não possuírem reciprocidade.


“Somos levados pelas sensações ocultas do corpo e da alma, do sentido e do objeto, somos captados para servir de escravos, seja lá de qual matéria ou instrumento”

By: Robson Neves

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